Amor pra sempre
"Antes de te conhecer, eu já te amava". Sempre comunguei com essas palavras de Santo Agostinho. Sempre tive poucas certezas na vida, uma delas era minha vocação máxima, a de ser mãe. Aos 27 anos minha maior preocupação não era carreira e sim a maternidade. Lembro que uma vez pensei até em "produção independente", ainda bem que não aderi à moda, que tive paciência para encontrar alguém especial para ter meu filho.
Fui mãe aos 29 anos. E soube (não me pergunte como) que tinha engravidado no "ato consumado". Coisa de louco mesmo. Senti uma energia entrar em mim, um arrepio de felicidade e não era pelo orgasmo... rsss
Uma semana depois, no Dia das Mães, quando chegava em casa e saía do carro, um mendigo me abordou. Um homem com lindos olhos azuis e um sorriso iluminado que lembro até hoje... Ele me trouxe galho cheio de rosas brancas e me deu dizendo: "Este presente é pelo seu dia". "Mas eu não sou mãe ainda", retruquei. Mas ele insistiu sorrindo: "É sim, aceite". Aceitei sem discutir.
Um mês depois que descobri que estava grávida, apesar do primeiro teste ter dado negativo. E não foi teste de farmácia, foi de sangue mesmo. Meu ex-marido disse que eu estava louca, mas eu disse que tinha certeza do que estava acontecendo comigo, como de fato, mais tarde a verdade veio à tona.
Ansiedade, medo de não dar conta de cuidar de alguém que iria depender exclusivamente de mim e de não ter como prover às suas necessidades. Estas eram minhas maiores preocupações. Aos quatro meses tive sangramento e início de aborto. Aí começou meu suplício. Minha médica foi clara: "dificilmente você vai conseguir segurar esse bebê no seu ventre. Só Deus pode fazer isso". Chorei horas e horas, tinha medo desta história de "entregar pra Deus". Achava que ao fazer isso, Ele me tiraria o filho e eu demonstraria fraqueza. Relutei, mas não tive outra alternativa, a não ser ter fé.
Foram 13 internações com trabalho de parto prematuro, cinco meses deitada na cama. Bebia água de canudinho. Dependi exclusivamente da boa vontade alheia, já que só levantava uma vez por dia para poder tomar banho. Sofri horrores. Fui humilhada por enfermeiras que já não agüentavam me ver no hospital. Meus braços viviam roxos, não tinha mais onde ser picada.
Fui mãe aos 29 anos. E soube (não me pergunte como) que tinha engravidado no "ato consumado". Coisa de louco mesmo. Senti uma energia entrar em mim, um arrepio de felicidade e não era pelo orgasmo... rsss
Uma semana depois, no Dia das Mães, quando chegava em casa e saía do carro, um mendigo me abordou. Um homem com lindos olhos azuis e um sorriso iluminado que lembro até hoje... Ele me trouxe galho cheio de rosas brancas e me deu dizendo: "Este presente é pelo seu dia". "Mas eu não sou mãe ainda", retruquei. Mas ele insistiu sorrindo: "É sim, aceite". Aceitei sem discutir.
Um mês depois que descobri que estava grávida, apesar do primeiro teste ter dado negativo. E não foi teste de farmácia, foi de sangue mesmo. Meu ex-marido disse que eu estava louca, mas eu disse que tinha certeza do que estava acontecendo comigo, como de fato, mais tarde a verdade veio à tona.
Ansiedade, medo de não dar conta de cuidar de alguém que iria depender exclusivamente de mim e de não ter como prover às suas necessidades. Estas eram minhas maiores preocupações. Aos quatro meses tive sangramento e início de aborto. Aí começou meu suplício. Minha médica foi clara: "dificilmente você vai conseguir segurar esse bebê no seu ventre. Só Deus pode fazer isso". Chorei horas e horas, tinha medo desta história de "entregar pra Deus". Achava que ao fazer isso, Ele me tiraria o filho e eu demonstraria fraqueza. Relutei, mas não tive outra alternativa, a não ser ter fé.
Foram 13 internações com trabalho de parto prematuro, cinco meses deitada na cama. Bebia água de canudinho. Dependi exclusivamente da boa vontade alheia, já que só levantava uma vez por dia para poder tomar banho. Sofri horrores. Fui humilhada por enfermeiras que já não agüentavam me ver no hospital. Meus braços viviam roxos, não tinha mais onde ser picada.
As pessoas quando me viam comentavam: "pobrezinha"... Mas eu estava firme, não me sentia coitada, vítima, era estranho... Tudo que eu pensava era: Graças a Deus que já passaram X dias e o meu filho continua comigo. E assim seguimos, eu e ele, lutando pela vida, para o tão sonhado dia do encontro. Após muito sofrimento e muita luta, dei a luz. O choro daquela criança só calou quando o médico o colocou próximo a mim. "Os bebês reconhecem a mãe pelo cheiro e pela voz", explicou o médico. O silêncio eloqüente daquele momento estava cheio de ternura, felicidade, realização. O amor que antes era palavra, agora estava diante de mim, e podia tocar. Minha única certeza hoje é que amor eterno tem nome e se chama João Pedro, aquele que deu significado à minha existência e me fez conhecer a eternidade do amor.
* Não tinha como escrever outro post. Minha luta para ser mãe foi bem mais real e forte que qualquer ficção que eu possa criar.


15 comentários:
Olá!
Querida li o seu relato, permeado de amor, sensibilidade, luta, vivência, resistência; são alguns dos resultados de seu papel como mãe e mulher.Um beijo para os dois.
Bom ver você postando de novo, Leninha. Eu achava que havia desistido do blog.
Incrível a sua luta para ter seu filho. Ele lhe merece.
Beijão, [e apareça, põ!]
Esse amor, de mãe para filho (e de filho para mãe) é um dos poucos que acredito serem eternos mesmo. Parabéns pelo dia das mães! Beijos!
Nunca te vi e sempre te amei! é isso mesmo!a maternidade é sublime!um filho é sublime!
Valeu a sua luta e fé, tá vendo? hoje taí esse menino lindo da foto, beijos Lena!
Lindo depoimento de força, coragem, amor e luta!
Parabéns!
O seu rebento se tornará um homem de bem porque já nasceu trazendo no peito a luta pela sobrevivência e o amor pela vida! Porque herdou da mãe a garra para superar todos os obstáculos.
Parabéns aos dois!
Bjos aos dois!
Querida, passando para agradecer o carinho. Obrigada. Saudades.
Beijos.
Lena querida, saudades.
Liliane
ah, que delícia de amor!
bjs!!!
Lena, não tive todas essas internações mas também para ter minhas filhas foi muita vontade de ser mãe. Não existe coisa melhor(mesmo com todo o trabalho e responsabilidade que passamos a ter).
O que importa é que o João Pedro está aí lindo e saudável e vc com seu sonho realizado.
Parabéns pelo seu dia e parabéns pela sua luta.
Bjos.
Lena: que comovente história...muita verdade e emoção em ser mãe...sempre!
E esse sorriso maroto do JP já diz tudo...vale muito a pena toda essa jornada corrida...pra ser mãe desse gatinho lindo!
Bom fim de semana pra vcs e beijos saudosos.
Oh! que lindo. bj querida, laura
Lena, que bela emoção esse do teu relato. Vou meorrer sm sabe o que é ser mãe. Bem, não estou reclamando, mas deve ser incrivel gerar uma vida. E voce soube trasmitir isso. Parabéns e...Beijos.
Lena: saudades ...amiga!
beijos e bom fim de semana pra vc e JP,ok?
Cheguei aqui por acaso, me emocionei com suas palavras. Não sou mãe, nem pretendo, mas... certamente você o é por vocação. Que possa plantar sementes de respeito, tolerância, amor e paciência no coração de muitas mulheres. Você plantou hoje uma linda semente em meu coração. Parabéns. Muita paz e luz no caminho de vocês.
Entrei no teu blog como um ladrão! Estava pesquisando no Google a frase de Santo Agostinho: "Antes de te conhecer, eu já te amava" e deram-me a chave para entrar no teu Estranho Mundo! Estranho Mundo? Ó Lena! Que maravilhoso seria esse mundo tão ermo de poesia e encantamento, se fosse ele povoado pelas estranhezas que ví no teu! Amei o teu texto e fiz uma oração para que tua sensibilidade seja recompensada com mais perspicácia e maravilhosos instantes! Parabéns pelo teu filho e que Deus permita que ele cresça amparado por pessoas que o amem para que ele seja um homem de bem e tenha herdado a sensibilidade da mãe!
Um abraço desde Londres
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