Vício
Estava decidida a dexá-lo. Não queria mais viver numa montanha russa. As mulheres com as quais ele tinha encontrado o deixavam impregnado de perfume vulgar. As vezes aparecia de cabelo molhado e, o pior de tudo, "aquele" sorriso largo de alegoria estampado no rosto, era a apoteose do descaramento, doía, mas continuava presa a ele.
Num desses dias em que a vida resolve fazer algum sentido, resolvi aproveitar a ausência do meu vício para começar minha abstinência. Decidida, comecei a arrumar as poucas roupas que tinha, já que ele nunca gostou que eu cultivasse a vaidade. Dizia que eu já era linda e não precisava de acessórios, que isso era para as feias ou mulheres fáceis.
Pronto! Dez anos de uma vida em comum estavam em uma pequena mala, guardados com roupas gastas, quase rotas, assim como meu casamento. Passava das seis da tarde quando ao fechar a mala, ele me surpreende ao chegar mais cedo em casa. Ainda de costas, meu vício me abraça. Sem dizer uma palavra, toca meus seios, me aperta a cintura e me puxa contra seu corpo. Seu sexo, qual madeira, era a arma para acabar com qualquer resistência de minha parte.
Sua respiração ofegante soava como trilha de um ritual de acasalamento. Levantou minha saia, empurrou-me comprimindo meu rosto sobre a mala e invadiu meu corpo, como quem entra em casa sem bater. Um delírio lascivo tomara conta de mim, odiei sentir prazer. "Só mais esta vez quero uma dose de você", repetia como prece para mim.
Pronto! Dez anos de uma vida em comum estavam em uma pequena mala, guardados com roupas gastas, quase rotas, assim como meu casamento. Passava das seis da tarde quando ao fechar a mala, ele me surpreende ao chegar mais cedo em casa. Ainda de costas, meu vício me abraça. Sem dizer uma palavra, toca meus seios, me aperta a cintura e me puxa contra seu corpo. Seu sexo, qual madeira, era a arma para acabar com qualquer resistência de minha parte.
Sua respiração ofegante soava como trilha de um ritual de acasalamento. Levantou minha saia, empurrou-me comprimindo meu rosto sobre a mala e invadiu meu corpo, como quem entra em casa sem bater. Um delírio lascivo tomara conta de mim, odiei sentir prazer. "Só mais esta vez quero uma dose de você", repetia como prece para mim.
