Vou por aí
Não me procure.
Perdida estou e sempre estarei.
Sempre que necessário for.
Já me perdi muitas vezes.
Por amor, desencanto, carência e solidão.
Saí por aí vagando em algum lugar de mim mesma
aonde tivesse referência de amor, ternura, carinho.
Fragmentos passados, vividos por outra que era eu,
mas não a que sou agora.
Nessas voltas encontrava a menina que ali deixei,
presa no passado.
Ela me trazia de volta, segurando minha mão.
Dizia pra mim; "solta os cabelos, sente o vento."
Meus cabelos, em desalinho, refletiam pensamentos
confusos, equivocados.
Tirei os sapatos. A grama úmida me fez sentir viva.
Corri com a menina no tapete verde-esperança.
Foi assim, brincando, que aprendi a não deixá-la fugir.
Ela tem muito a me ensinar.
Fica, menina Lena.
